O ALMANÁRIO DE PELOTAS LANÇADO NA FEIRA DO LIVRO

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Carlos Francisco Sica Diniz, Ayrton Centeno, Luiz Ricardo Lanzetta, Patrícia Lima, José Carlos Soares, José Luis Marasco Cavalheiro Leite e José Cruz, alguns dos autores do Almanário de Pelotas, em evento na Feira do Livro.
Clayton Rocha – coordenador do Treze Horas, que é citado no Almanário – ao lado do professor José Luis Marasco Cavalheiro Leite, um dos autores da obra. Foto: Paulo Gastal Neto.

Misto de almanaque e dicionário

O Treze Horas acompanhou na noite deste domingo, 06.11, o lançamento do Almanário de Pelotas, que aconteceu na Feira do Livro, que ocorre na Praça Coronel Pedro Osório até o dia 15 de novembro. O livro é organizado por Ayrton Centeno e reúne um grupo de jornalistas de Pelotas, radicados em Brasília e ainda alguns convidados que aqui residem. Como diz seu subtítulo, o Almanário nas suas 296 páginas não se restringe a palavras mas trata também de personagens, lugares e suas trajetórias. Logo, muitos dos pelotenses irão travar contato com personalidades que, embora conterrâneas, boa parte da gente da terra nunca ouviu falar. Duvidam? Quem será que sabe quem foi Barros, o Mulato? E Zé da Hora? Ou ainda Teté e Maritza Fabiani. Na palavra de seus 14 escritores, o Almanário elenca vultos notáveis e não tão notáveis da Princesa do Sul.

VERBETES

Quem sabe o que significa “baloeiro”, “engronga”, “mulita”, “patola”? E “canguara”, “chanta”, “tambica”? São algumas das expressões do mais castiço pelotês coletadas em trabalho de 28 mãos e estampadas no Almanário de Pelotas – Palavras, Pessoas, Lugares e Histórias. .

AUTORES

Jornalista José Cruz e Paulo Gastal Neto – Treze Horas – na noite de domingo por ocasião do lançamento do Almanário de Pelotas.

É mais uma investida de um grupo de pelotenses da gema ou honorários nas muitas histórias da cidade. É o quarto livro de uma série iniciada em 2016 e produzida sempre em regime de mutirão. A exemplo dos demais não é obra acadêmica mas jornalística com pitadas de mínima pretensão literária. O primeiro livro foi 50 Tons de Rosa _ Pelotas no tempo da ditadura (Artes e Ofícios, 2016), depois A língua de Pelotas e Outras barbaridades (Insular, 2018), seguido por Mais perfeito que o paraíso e Outros desatinos de Pelotas (Libretos, 2019). Agora é a vez do Almanário, edição da Cabrion Editora.

Alguns dos autores vivem em Pelotas. Outros, por circunstâncias da vida, estão espalhados pelo Brasil, o que não cortou os fortes laços afetivos que os unem ao chamado torrão natal. São eles (por ordem alfabética): Ayrton Centeno (organizador), Carlos Francisco Sica Diniz, Carlos Eduardo Behrensdorf, Geraldo Hasse, Horácio Oliveira, José Antônio Severo, José Carlos Soares, José Cruz, José Luiz Marasco Cavalheiro Leite, Klécio Santos, Lourenço Cazarré, Luiz Lanzetta, Patrícia Lima e Sérgio Augusto de Oliveira Siqueira.