MORRE O PROF. MÁRIO ROSA

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DO DIÁRIO POPULAR

Morreu na noite da última terça-feira (7) o geógrafo, historiador, professor e editorialista Mário Martins da Rosa. Ele tinha 89 anos e havia sido diagnosticado com Alzheimer há quatro, tendo falecido em decorrência de complicações da doença.

Rosa destacou-se em diversas áreas do conhecimento. Formado em História e Geografia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), lecionou na instituição até 1989, destacando-se como geógrafo. Também deu aulas na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e em diversas escolas tradicionais, como Pelotense e Assis Brasil. “Era uma pessoa muito tranquila. Como professor, tinha uma didática muito boa”, recorda o ex-aluno e atual professor da UFPel, Sidney Gonçalves Vieira, que ocupou a vaga deixada por Rosa quando este se aposentou. Ele destaca que o incentivo pela busca de conhecimento quanto ao fator local é o principal legado do colega.

Dessa paixão pela região, surgiu seu livro Geografia de Pelotas, lançado em 1985 e até hoje a principal referência no tema. Por seu legado, Rosa também virou nome de troféu: o Prêmio Professor Mário Rosa de Mérito Acadêmico em Geografia é concedido anualmente, tendo sido ele o primeiro agraciado com a honraria, em 2012.

Seu genro, Darlan Brasil, ressalta a figura carinhosa e enciclopédica, que contribuiu com a UFPel mesmo após a aposentadoria, e contava boas histórias como a vez que conheceu Getúlio Vargas no Grande Hotel, fato do qual se orgulhava muito. Rosa ajudou a desenvolver cursos da UFPel enquanto Pró-Reitor de Extensão, contribuindo para a criação das graduações em Engenharia Agrícola e Veterinária, por exemplo. “Ele era extremamente carinhoso com os netos”, reforça o genro, lembrando também de sua cultura. “O hobby dele era ler e escrever”, pontua.

No Diário Popular, Mário Rosa foi editorialista entre 1986 e 2009. A superintendente administrativa do Jornal, Virginia Fetter, lamentou a perda, destacando os ensinamentos que a convivência com ele deixaram. “Possuía raras qualidades que o tornavam um ser muito especial. Sereno, ético, de princípios inabaláveis, sempre respeitoso e generoso com seus colegas de trabalho.” Ela relembra o equilíbrio, justiça e sabedoria de seus textos editoriais.

Rosa já era viúvo e deixa quatro filhos: Daniela, Marta, Mônica e Marcus Vinícius. Tinha também quatro netos: Bento, Martina, Lara e Eduardo, além dos genros Darlan Brasil, Márcio de Borba Freitas e Paulo Campello.