CANAIS DOS PORTOS DE RIO GRANDE, PELOTAS E PORTO ALEGRE SERÃO DRAGADOS

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Objetivo da ação é possibilitar escoamento da próxima safra agrícola. Foto: Portos RS / Divulgação

Projeto de desassoreamento nas hidrovias está em análise na Fepam; primeira fase de manutenção deverá ultrapassar os R$ 60 milhões

Entre janeiro e agosto as três unidades operacionais administradas pela Portos RS registraram um aumento de 10,12% de movimentação comparando com o mesmo período do ano passado. O resultado maior também demonstra a importância da dragagem das hidrovias. Para a manutenção, já foi garantido pelo Estado R$ 60 milhões, mas para a execução do serviço completo nos canais de Rio Grande até Porto Alegre será necessário o montante que chega a mais de R$ 100 milhões. O projeto de execução de desassoreamento está em análise na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O volume total a ser dragado é de aproximadamente 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Somente o Porto de Pelotas movimentou 899.026 toneladas, valor que variou positivamente em 6,38% na comparação com 2022. Dividido em três fases, parte dos canais próximos do Município estarão na primeira parte de execução da dragagem. Inicialmente, a previsão era de que a verba garantida pelo estado poderia ser o suficiente para o trabalho. Entretanto, após a realização de uma batimetria, foi constatado um volume maior de sedimentos a serem assoreados. “Pegamos toda a hidrovia, a partir do Porto de Rio Grande, passando pelo de Pelotas e indo até o de Porto Alegre, onde liga todos os terminais”, explica o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, sobre as etapas da obra.

Em razão da grande extensão, o trabalho servirá também para a divisão dos processos de licitação conforme a proximidade das empresas das áreas e as necessidades de trabalho. Conforme o gestor, até o momento, o assoreamento não tem impedido a entrada de embarcações em nenhum canal. No entanto, há terminais onde dificuldades já são sentidas. “Como, por exemplo, a Braskem, por isso a urgência para poder fazer esse processo como um todo”. Klinger destaca ainda que há muitos anos um mapeamento completo com medições de profundidade da hidrovia não é executado.

A última dragagem foi feita em 2020 e ocorreu somente no Canal Furadinho, que dá acesso ao Polo Petroquímico de Triunfo. “Era um dos que estavam bem assoreados, algo em torno de R$ 17 milhões, investidos só nesse trecho”, diz. O plano de execução da próxima intervenção ainda está na Fepam e a partir da autorização do órgão, o projeto segue para a primeira fase de licitação para execução no trecho 1 com o recurso estadual de R$ 60 milhões. “É próximo a Pelotas e é onde tem o maior impacto nas cargas”. Nessa extensão, serão dragados os canais: Setia, Barra São Gonçalo, Coroa do Meio, Feitoria, Itapuã e Furadinho. Para o restante das fases, o aporte extra necessário deverá ultrapassar os R$ 40 milhões.

Conforme a Portos RS, ao longo dos oito meses de 2023 circularam pelas hidrovias administradas pela Portos RS 2.474 embarcações, sendo 2.020 delas com destino ao Porto do Rio Grande. A unidade de Pelotas recebeu pelo Canal São Gonçalo 356 barcaças e no Porto de Porto Alegre atracaram 98 embarcações, entre navios e barcaças.