ARTIGO – PARA O CLAYTON, PARA O 13 HORAS, PARA OS QUE JÁ SE FORAM, PARA OS QUE FICAMOS E PARA OS QUE VIRÃO

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Para o Clayton, para o 13 Horas, para os que já se foram, para os que ficamos e para os que virão

Sadi Macedo Sapper*

O Pelotas 13 Horas nasceu na Primavera! Naquele longínquo novembro de 78, o Clayton havia voltado há pouco da Europa, com muitas idéias, cheio de energia e inspiração! Ainda lembro, como se fosse hoje, dos quadros na parede do conjunto 302 do Banlavoura, com as capas do Jornal L’osservatore Romano, órgão oficial do Vaticano, com as primeiras páginas das eleições dos Papas Albino Luciani e Karol Woytilla, respectivamente João Paulo I e João Paulo II.

O Clayton esteve lá, assim como, meses antes, estivera, a convite do Armindo Antônio Ranzolin, participando com protagonismo da extraordinária cobertura da rádio Guaíba sobre a Copa do Mundo de 78 na Argentina, vencida pelos donos da casa. Era inverno e o 13 Horas ainda não existia. Ou melhor, já existia sim, na cabeça do Clayton, que zelosamente o guardou para lançá-lo na Primavera.

São quatro décadas e meia do melhor e mais sério e tradicional debate do rádio do interior gaúcho, uma referência essencial do microfone gaúcho e brasileiro. O 13, nascido aqui na rua 15, a poucos passos do Salão Amarelo, já andou pelo mundo todo nestes 45 anos. Mas sempre volta para Pelotas, onde está a sua alma e onde estão nossos ouvidos e nosso coração.

Vida longa ao 13, este jovem de 45 anos que nasce a cada dia e renasce a cada Primavera, como hoje!

*Jornalista