ARTIGO – A REVITALIZAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO DE PELOTAS

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A REVITALIZAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO DE PELOTAS
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Ivon Carrico*
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O “Monumenta” foi um Programa do então Ministério da Cultura voltado à re-qualificação de centros históricos urbanos mediante a restauração de edificações e espaços públicos, bem como o financiamento de imóveis privados de valor sócio-histórico.
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Assim, em pesquisa em sites especializados, verifiquei que nas décadas de 1990 e 2000, R$ 290 milhões foram gastos para a preservação em 26 cidades históricas brasileiras.
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Por sua vez – nos Governos lulo-petistas, para atender os municípios que possuíam bens tombados pelo IPHAN – houve o “PAC Cidades Históricas” com R$ 1,6 bilhão destinado a 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos, em 44 cidades de 20 Estados.
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Já, Pelotas recebeu grandes investimentos do “Monumenta” e do “PAC Cidades Históricas”. Conforme informações  colhidas com Especialistas, do último, correspondem as obras no Teatro Sete de Abril, Praça Cel. Pedro Osório e Grande Hotel. Do Monumenta, as casas 2, 6 e 8 situadas no entorno dessa Praça e a primeira parte do Grande Hotel e o Mercado
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A cidade dispõe de um belíssimo acervo histórico-arquitetônico que precisa ser preservado.

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A cidade dispõe de um belíssimo acervo histórico-arquitetônico que precisa ser preservado. Todavia, muito desse magnífico patrimônio ainda vem sendo dilapidado ao longo de décadas. Ou por abandono que o deixa em ruínas, ou por – digamos – interesses menores e imediatistas. Ou, ainda, por desconhecimento. Isto posto, estupendas edificações foram completamente desfiguradas e deram lugar a estacionamentos, farmácias, templos religiosos e outros.

Contudo, nessa semana, depois de anos de muita perplexidade e indignação da comunidade parece que essa situação está sendo revertida, eis que um marco da história e do protagonismo econômico pelotense, hoje em ruínas, será restaurado – o antigo prédio do Banco do Brasil. Pelas informações públicas acostadas a Prefeitura, em parceria com a FECOMÉRCIO/RS, disponibilizará R$12 milhões. Entendo ser pouco. Daí que o Banco do Brasil deveria, também, ser instado a colaborar dada a relevância histórica que esse empreendimento teve quando da sua afirmação institucional na Região. Por último, nos últimos dias, o BNDES informou – também – a disponibilização para todo o Brasil de recursos em um importante e significativo Programa com praticamente os mesmos objetivos.

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Tomara, então, que os atuais protagonistas do desenvolvimento pelotense se movam para angariar mais recursos para o restauro de outros imóveis, ainda em situação precária e, com isso, possibilitar o conhecimento dessa magnífica narrativa às novas gerações que estão chegando.
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*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. (Brasília, 05/08/2021).
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