DONA GLECY DA COSTA LEITE MELLO – CLAYTON ROCHA

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DONA GLECY DA COSTA LEITE MELLO
Um sinal de fé naquele Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

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Ela era uma presença marcante naquela Igreja da Gonçalves Chaves, a de Nossa Senhora da Conceição. discreta, inteiramente voltada para a oração, ajudava com gestos e com palavras. Fez isso comigo, na Missa de sétimo dia da minha Mãe, em abril de 2008. E fez mais: ao lado de seu amigo Mozart Víctor Russomano repassou-me uma palavra forte que permanece viva até hoje por conta da intenção elevada, a de reerguer um amigo diante de uma grande bordoada da vida. O que eu ouvi de Dona Glecy e do dr Mozart Víctor ficou muito bem guardado na minha memória seletiva, essa que vale tanto.
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Paula Schild Mascarenhas, prefeita de Pelotas, disse aos ouvintes do 13 Horas na tarde de ontem que Dona Glecy – admirável doceira – ficará presente nas melhores histórias de Pelotas: pela bondade, através da sua generosidade com as pessoas, tendo deixado por aqui a marca da mulher apaixonada pela sua terra, uma “mão santa” no preparo de doces de ovos, além de um vulto exemplar e discreto.
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De longe, hoje, volto-me para um estimado casal amigo de longa data: Cacaia e Alfredo Mello, esses dois que estiveram ao meu lado em muitas das minhas horas amargas e dos quais me aproximo – desta feita – num gesto que é de minha inteira responsabilidade.
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Tenho um outro dever, o de abraçar o França Mello, mano do Alfredo, esta parceria de tempos bem antigos, lá no inesquecível Clube Campestre de Pelotas. E às netas da Dona Glecy, uma só frase: levem adiante o aprendizado feito com essa Avó diferenciada! Ela permanecerá por aqui graças às suas históricas receitas e ao maravilhoso exemplo deixado por uma mulher discreta que estava sempre rezando e acreditando nos sinais da Divindade. Prossigamos pois, sempre prontos a saber honrar a sua memória.