ARTIGO – TREZE HORAS

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TREZE HORAS

Luiz Antônio Caminha*

Desde que cheguei a Pelotas, no final de 2000, ouvir o Treze Horas me ajudou a compreender os problemas da cidade, as alternativas que as forças políticas propunham e conhecer a diversidade do pensamento pelotense.

A generosidade do host , que ofereceu sempre a oportunidade de voz a todas as correntes ideológicas e proporcionou ao ouvinte decicir o que considerava mais próximo do que pensava, consagrou o programa como o fórum de excelência do debate municipal e conquistou o meu respeito e a minha admiração.

Não há o que se discuta com importância na cidade que não passe pela bancada do Salão Amarelo do sexto andar do edifício do Palácio do Comércio da Sete com a Quinze.

Participar do Treze para mim sempre foi a oportunidade de expressar com liberdade o que penso sobre os problemas dos bairros e os problemas do mundo — o que não é pouco numa cidade cada vez mais cosmopolita e num mundo cada vez mais conturbado.

A data que se completa hoje consagra toda a persistência do Clayton em sustentar essa assembleia durante os últimos 45 anos, admirável e fundamental no respeito à diversidade de ideias que consolidam a sociedade plural que vivemos hoje.

Com toda essa entrega em uma cidade que prioriza tradições, não é possível pensar Pelotas a partir de 1978 sem lembrar do Treze como farol tradicional que ilumina a velha Freguesia de São Francisco de Paula como ainda um lugar onde o debate é livre a a opinião independente.

*Jornalista