
O Treze Horas também é um pouco de história, afinal são mais de 45 anos de rádio ininterruptos debatendo os principais acontecimentos de Pelotas, do RS, do Brasil e do Mundo. E o acidente que vitimou de maneira fatal, o piloto brasileiro Ayrton Senna, em 1º de maio de 1994, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália, foi um desses momentos em que o programa debateu, entrevistou, falou incansavelmente sobre o fato. Após o trágico momento, até mesmo uma aproximação do Treze com os familiares do piloto aconteceu. Por ter prestado diversas homenagens no período após a morte de Ayrton, o programa e o jornalista Clayton Rocha, receberam diversas deferências e referências de Dona Neide Senna da Silva (mãe de Ayrton), Viviane e Leonardo Senna (irmãos) e do preparador físico do piloto, Nuno Cobra.

O acidente do dia 1º de maio de 1994 ficou marcado para sempre. Uma colisão entre o carro do piloto brasileiro e uma barreira de concreto, enquanto participava do Grande Prêmio de San Marino, no Autódromo de Ímola, na Itália, deixou o Brasil perplexo diante da TV. No dia anterior, o piloto Roland Ratzenberger havia morrido quando seu carro bateu durante a qualificação para a corrida. Seu acidente e o de Senna foram os piores entre os vários acidentes ocorridos naquele fim de semana e foram os primeiros acidentes fatais ocorridos em uma corrida oficial de Fórmula 1 em 12 anos. Eles se tornaram um divisor de águas na segurança do esporte, o que levou a implementação de novas medidas de segurança e reformulação da Grand Prix Drivers’ Association.

Ayrton Senna, nascido em 21 de março de 1960, teria feito 64 anos no dia 21 de março de 2024. A lembrança também se estende aos laços estabelecidos entre a família de Senna, o Treze Horas e a cidade de Pelotas. Clayton Rocha foi designado pela Família Senna da Silva – em atos solenes no país e no Japão, que homenagearam a memória de Senna.
“Pelo papel que desempenhava, ele sabia que a vitória era o risco de derrota que podia ser vencido pela criatividade e pelo talento, e que, da mesma maneira, enfrentar o risco de morte era, portanto, a aceitação da própria vida”.
“As homenagens que lhe foram prestadas em todo o mundo, representam a universalização de sua vitória, que foi partilhada com multidões que vibravam com ele, por mais diferentes que pudessem ser os fusos horários, VIVENDO em todos, em um momento só, em um instante mágico, de identificação e de vibração, a confraternização espiritual em seu triunfo”.

SENTIMENTO
“Senhoras e Senhores; Em seus sonhos mais elevados, e por tantas vezes sonhados, Ayrton deve ter norteado o seu rumo através daquelas estrelas que – em velocidades impressionantes – riscam o céu, e em uma fração de segundo exibem um generoso traço de luz, desaparecendo depois.

DEUS SABERÁ SE, por persegui-las, vendo nelas uma forma de perfeição, ele próprio ascendeu ao firmamento singular dos nossos ídolos mundiais num arremesso vertical, em busca do laço divino, com a inadiável urgência de um apelo”.
O INSTITUTO
Antes da participação de Clayton na inauguração do Instituto Ayrton Senna e eventos na residência da família Senna, em Setembro de 1994, quatro meses depois da morte do piloto, o Treze Horas promoveu eventos em Pelotas, contando com as presenças do Presidente do Instituto Ayrton Senna, Dr. Flávio Fava de Morais, reitor da USP; e do professor Nuno Cobra, amigo pessoal e preparador físico do tri-campeão mundial de Fórmula Um.

Homero Klauck, Rodrigo Ribeiro Karam e João Luis Casarin integraram a Comissão Organizadora do evento. Houve uma Missa na Catedral de Pelotas quando 33 crianças, com uniformes brancos, foram conduzidas ao Altar; e, posteriormente, uma Volta Ciclística “Cidade de Pelotas”, que marcou época.
As palestras de Nuno Cobra e do Reitor da USP Flávio Fava de Moraes superlotaram o Auditório do Colégio Gonzaga e o Salão de Atos da Faculdade de Direito de Pelotas.