TREZE E O CORONAVÍRUS: LIVE DA UCPEL EXPLICA COMO INTERPRETAR DADOS DIVULGADOS PELA IMPRENSA SOBRE A COVID-19

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Na próxima quarta-feira (13), o professor, pesquisador e epidemiologista da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Fernando Barros, participa de live para analisar o que significam os principais dados divulgados pela imprensa sobre a Covid-19. A conversa ocorrerá às 19h30 através do canal da UCPel no Youtube e ajudará a entender a gravidade da pandemia, responsável por alterar a vida da população em todo o mundo.

No Brasil, a grande mídia (formada por jornais, canais de televisão e de rádio) vem obtendo destaque na forma como está divulgando as informações sobre o novo coronavírus. “A imprensa vem tendo um papel fundamental nesse momento. É o espaço no qual toda a população recebe a informação para o problema mais importante da humanidade na atualidade” comenta Barros.

Segundo o professor, a live será voltada para qualificar o entendimento sobre os atuais números apresentados, a comparação do cenário brasileiro com o de outros países, a significação de termos como subnotificação, letalidade, mortalidade. “A minha ideia é conversar de maneira simples sobre como devemos ver o cenário atual. Explicar a relação do que aconteceu semana passada com o agora, com o que acontece em outros países como EUA, China e Itália”, exemplifica.

Para Barros, a conversa, aberta à comunidade, será uma forma de dar mais clareza para a questão epidemiológica. Deverá ter espaço, ainda, a análise sobre prevenção e as formas adotadas para conter o avanço do novo coronavíruis em diferentes locais. “Quero abordar também as discussões existentes sobre a real necessidade do confinamento absoluto em contraponto a expor partes da população para adquirir imunidade conforme defendem alguns cientistas”, diz.

Como as análises ligadas a pandemia são vastas, é possível que o encontro tenha uma segunda edição, e até uma terceira. “Não sei se vai dar para falar sobre tudo isso nessa primeira palestra, porque não quero que a conversa se alongue por mais de uma hora, além de também ver qual será a receptividade”, avalia.

Alteração na forma de divulgação de dados científicos

Conforme o professor Barros, em pouquíssimo tempo, a pandemia transformou completamente a forma de disseminar a informação científica. “É a primeira vez na história da humanidade que toda a comunidade científica mundial trabalha junto em um mesmo tema”, afirma.

Desde o mês de fevereiro, a rapidez com que a pesquisa científica, a informação científica e a disseminação da informação científica ocorrem, na avaliação do professor, é impressionante. “Muito do conhecimento científico está sendo disseminado diretamente na imprensa. Então, os grandes jornais divulgam antes do que qualquer revista tudo o que está sendo feito”, diz.

Para o professor, a grande interação entre jornalistas e pesquisadores, provocada especialmente pela pandemia, vai  mudar para sempre a forma como nos comunicamos cientificamente e também como nos comunicamos enquanto seres humanos. “O mundo mudou e não vai voltar a ser o mesmo, no sentido da forma como vamos nos ver a partir de agora”.