RIO GRANDE: PREFEITURA E DEFESA CIVIL PREPARAM ENFRENTAMENTO À INUNDAÇÃO PELA LAGOA DOS PATOS

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Reunião operacional para tratar das ações locais no enfrentamento à previsão de inundação pela cheia da Lagoa dos Patos. Foto: Richard Furtado

O prefeito de Rio Grande, Fábio Branco, e o vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil, Sérgio Weber, na Sala de Reuniões da Prefeitura, reunião operacional para tratar das ações locais no enfrentamento à previsão de inundação pela cheia da Lagoa dos Patos, consequência das chuvas intensas na região dos Vales e Serra Gaúcha.

Desde o início da semana a Prefeitura Municipal vem definindo ações estruturais internas para o enfrentamento à situação. Além da coordenação, participaram da reunião representantes das secretarias de Assistência Social (SMCAS), de Zeladoria e Cidade (SMZC), de Mobilidade e Segurança (SMMAS), de Educação (SMEd), da Causa Animal (SMCA) e Gabinete do Executivo (GABEX).

O vice-prefeito explica que o plano de ação da Prefeitura está pronto e que o governo municipal – juntamente com o auxílio de forças de segurança da cidade – está preparado para agir e dar suporte à população rio-grandina que dele vier a precisar. “Nós estamos preparados e nossas secretarias já se encontram alinhadas para atuar. Vamos contar também com o apoio irrestrito da Marinha, do Exército, Bombeiros e Brigada Militar. Além disso contaremos com auxílio, também, da Colônia de Pescadores Z1, que vai nos auxiliar no diálogo junto aos moradores das ilhas, população que deve vir a ser a primeira afetada pela cheia”, anuncia o coordenador da órgão de proteção.

O ordenador da Defesa Civil, Anderson Montiel, afirma para a população que o evento climático adverso sem dúvidas atingirá o município, mas que a sua intensidade dependerá da intensidade dos ventos na costa sul do Estado. Segundo o ordenador, em condições normais, o volume de águas que se desloca da região metropolitana do RS em direção à saída para o mar em Rio Grande leva em media de 5 a 10 dias para chegar no município. Mas a depender da direção do vento essa media pode mudar.

 “Nós teremos muita água descendo da região metropolitana, arredores e do meio do Estado, tendo em vista que dois terços da água do Rio Grande do Sul caem na Lagoa dos Patos e ela só tem um local pra passar, que é a Boca da Barra, não tem outro local para chegar no mar. O que vai dar o parâmetro de mais grave ou menos grave é a questão do regime de ventos, que estamos monitorando através dos equipamentos da nossa Sala de Situação. Se o vento for desfavorável, nós teremos um evento maior. Se o vento for favorável, mesmo assim teremos um evento grande. Por isso já estamos com o plano municipal na rua”, completa Montiel.

Abertura de abrigos

A Prefeitura decidiu pelo Clube Camponês, na localidade do Arraial, para servir como abrigo temporário para aqueles que tiverem que deixar suas casas, principalmente nas ilhas. O local já está equipado com cobertores, colchões e paletes, a fim de garantir o conforto possível para as pessoas que vierem a ser afetadas.

De acordo com o secretário Evandro Silveira (SMCAS) o abrigo tem estrutura media para atender até 50 pessoas, mas já há preparo para ampliação da rede de abrigos que se fizerem necessários. “Estamos nos preparando para ampliar a nossa rede junto à escola Lemos Júnior (Centro) e novamente em espaços do Povo Novo e Quinta. Nos abrigos a população terá apoio assistencial, médico, de enfermagem, de alimentação, de higiene e demais cuidados necessários”, elenca o secretário.

Atenção aos chamados da Defesa Civil

A Defesa Civil de Rio Grande solicita que a população rio-grandina esteja atenta aos meios de comunicação social da Prefeitura (redes sociais e site) e que atenda prontamente os avisos que serão emitidos pelo órgão para que saiam de áreas de risco no município, consideradas inicialmente as regiões de ilhas e as zonas ribeirinhas do perímetro urbano.

O ordenador do órgão de proteção pede que ao receber avisos, a população busque por locais seguros, que podem ser a casa de familiares ou os abrigos municipais que estarão à disposição. “Nossa Sala de Situação nos possibilita o monitoramento da altura da Lagoa, direção e intensidade dos ventos em tempo real, com dados concretos sobre a situação climática. Por isso quando emitirmos avisos para lugares de risco que as pessoas nos atendam prontamente e saiam destes locais. Desde já nós orientamos à população das ilhas e regiões do perímetro urbano em que a água costuma atingir que levantem os móveis dentro das suas casas”, orienta Montiel.

Remoção de moradores da Torotama.

Na tarde de sábado 20 pessoas foram removidas da localidade da Torotama de forma voluntária e preventiva. Os munícipes foram deslocados para abrigo na casa de parentes.

Monitoramento de áreas 

A Defesa Civil mantém constante monitoramento dos níveis da Lagoa dos Patos em regiões ribeirinhas da cidade e na região das ilhas. O órgão solicita à população rio-grandina residente em áreas costeiras que monitorem os níveis da Lagoa e, se preciso, deixem estes locais de forma voluntária buscando abrigo em domicílios de parentes e amigos.

Em caso de dúvidas entre em contato com a Defesa Civil do Rio Grande – 9.9968.3244 (Whatsapp)

Os números da Defesa Civil em Rio Grande para auxílio são o 199, 3233-8460 ou 3233-8461.