MEMÓRIA DO TREZE HORAS: CÂNDIDO NORBERTO ENTREGA A FIGUEIRA DE BRONZE AO POETA MÁRIO QUINTANA EM PELOTAS

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O jornalista Cândido Norberto era amigo pessoal de Clayton Rocha. O Treze trouxe para o seu sétimo aniversário Cândido e o poeta Mário Quintana, para que a Figueira de Bronze fosse entregue pelo ex-deputado ao poeta. Um momento marcante na história do Treze que pode ser revisto no Youtube em link logo abaixo da matéria.

O “Memória do Treze Horas” deste domingo relembra um dos acontecimentos mais marcantes gerados pelo Programa Treze Horas. Corria o ano de 1986, era o sétimo aniversário do Treze, e uma noitada memorável nos Salões do Clube Comercial de Pelotas marcaram a data. Naquele evento, coordenado pelo jornalista Clayton Rocha e denominado “A FIGUEIRA DE BRONZE”, Cândido Norberto entregou a premiação ao Poeta Mário Quintana, em momento histórico, que merece ser relembrado hoje no “Memória do Treze Horas”.

Cândido Norberto dos Santos – Bagé, 18 de outubro de 1926 – Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2009. Jornalista e político foi Foi eleito deputado estadual, pelo PSB, para a 39a., 40a., e 41a. Legislaturas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul de 1951 a 1963; reeleito em 1963 pelo MTR para a 42a. Legislatura. Foi cassado em 1966, durante o Regime Militar. Foi também o idealizador do programa “Sala de Redação”, da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Foi o primeiro mediador do programa que em junho de 2011 completou 40 anos.

Mário de Miranda Quintana – Alegrete, 30 de julho de 1906 – Porto Alegre, 5 de maio de 1994. Poeta e jornalista. Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o “poeta das coisas simples”, com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal.

Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar 70 anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do RS. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.

A manifestação de Cândido Norberto ficou registrada em vídeo da época e que pode ser assistido no link abaixo: