PEDRO OSÓRIO, SIM SENHOR!

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Joaquim Moncks quando tomou posse na Cadeira 19, da Academia Riograndense de Letras, cujo Patrono é João Cezimbra Jaquez. Moncks é Tenente Coronel da Brigada Militar, na reserva, advogado, poeta, ativista cultural, ensaísta, analista literário, nascido em Pelotas, em 29 de setembro de 1946 e foi deputado estadual constituinte, 1987/1990.
Por Clayton Rocha

O suplente de José Antônio Daudt estava ao meu lado naquelas “12 Horas Beneficentes” de Pedro Osório em favor da Santa Casa!

Quando fui interrompido, tendo que repassar a transmissão para Pelotas e Porto Alegre por conta do alto impacto do assassinato de José Antônio Daudt, eu já sabia que a transmissão voltaria, ao natural, para Pedro Osório, e tinha lá os meus motivos. Bem simples: o meu companheiro de viagem, convidado por mim horas antes lá no interior do Café Aquários para atuar nas 12 Horas de Pedro Osório, era Joaquim Moncks, suplente de José Antônio Daudt. E foi por conta desse detalhe altamente significativo, e que ninguém havia percebido, que solicitei aos colegas de Pelotas e de Porto Alegre mais alguns minutos para a transmissão de Pedro Osório.

Fiquei sabendo que alguns mostraram caras amarradas porque Pedro Osório já era uma cobertura fora de cogitação naquele final de dia. Mas surpreenderam-se todos quando anunciei: – Quero informar aos ouvintes que está ao meu lado o senhor Joaquim Moncks, suplente do deputado assassinado José Antônio Daudt! Esta curta frase garantiria a partir daquele instante mais duas horas e meia de transmissão lá de Pedro Osório, microfone agora entregue ao deputado Joaquim Moncks, outro que sabia dar o seu recado em alto estilo, com o mesmo brilho de Daudt e também com muita energia na palavra. (Moral da história: jamais subestimem Pedro Osório em horas marcantes da política do Rio Grande do Sul!)