DOZE HORAS CIENTÍFICAS – Podcast 05 – DEPOIMENTO DO DR. ANDRÉ KALIL

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O médico brasileiro André Kalil, de 53 anos, é responsável pelo ensaio clínico que testa nos Estados Unidos o remédio considerado de maior potencial para curar o Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.
DOZE HORAS CIENTÍFICAS – Podcast 05 – DEPOIMENTO DO DR. ANDRÉ KALIL

UM GAÚCHO – DE BAGÉ – A FRENTE DAS AÇÕES CONTRA O CORONAVÍRUS FOI DESTAQUE NAS DOZE HORAS CIENTÍFICAS
Ele já havia participado do Treze Horas logo no início da pandemia e voltou a fale-lo nas Doze Horas Científicas. O médico brasileiro – de Bagé – André Kalil, de 53 anos, é responsável pelo ensaio clínico que testa nos Estados Unidos o remédio considerado de maior potencial para curar o Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Kalil está nos Estados Unidos há 20 anos e trabalha no centro médico da Universidade do Nebraska, e lidera uma equipe de profissionais que vai testar a eficácia da droga remdesivir, atualmente a terapia mais promissora para tratar a infecção. “Há uma carga emocional grande neste momento, com a situação da epidemia. Mas é preciso fazer a ciência correta e robusta para descobrir qual terapia funciona”, afirmou o médico.

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O tempo para achar uma cura

“O estudo tem tudo para ser rápido, mas a velocidade depende da progressão da epidemia: se ela desacelerar e, em poucas semanas, terminar, o estudo não se completa nesse momento – ele vai ficar aberto por três anos”, diz o médico.

A escolha do medicamento

Em geral, há três fases para os ensaios clínicos de uma droga:

  • na primeira, verifica-se se ela causa algum dano;
  • na segunda, qual é a dose apropriada;
  • e finalmente, na terceira, se é um medicamento eficaz contra a doença que se deseja curar.

O remédio remdesivir já apresentou efeitos contra outras doenças “primas” do Covid-19, como a Sars, em animais e in vitro (em ambiente laboratorial). Por isso, é esta a droga considerada a mais promissora para curar a infecção pelo coronavírus. Em casos humanos, ele já foi estudado para replicação viral, mas não em ensaios clínicos, explica o médico.