CONTOS PELOTENSES É LANÇADO EM FLORIANÓPOLIS

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O escritor Lourenço Cazarré, a amiga Fernanda e o jornalista Luiz Ricardo Lanzetta, no lançamento do livro Constos Pelotenses, em Florianópolis. Foto: Divulgação

Contos Pelotenses é lançado em Florianópolis

Foi lançado na noite de 18 de julho, em Florianópolis, o livro Contos Pelotenses, de Lourenço Cazarré. Foi um lançamento inusitado, tendo em vista que foi ocorreu simultaneamente à festa de comemoração do aniversário de 81 anos do jornalista gaúcho Mário Medaglia, residente naquela cidade. Pode-se dizer também que foi um lançamento imprevisto, tendo em vista que foi organizado (desorganizado?) de surpresa pelo casal Luiz Lanzetta e Fernanda Pereira, na sua casa de praia, na região do Campeche, Sul da Ilha.

O ato reuniu quatro jornalistas formados no Curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas: Geraldo Hasse (1968), José Cruz (1971) e Luiz Lanzetta e Lourenço Cazarré (1975). Geraldo Hasse passou grande parte de sua carreira trabalhando em São Paulo e no Espírito Santo. Hoje, mora em Florianópolis, com sua esposa Cláudia. José Cruz e Lourenço Cazarré residem há mais de 45 anos em Brasília. Luiz Lanzetta voltou a morar em Floripa há pouco mais de um ano.

Os jornalistas Geraldo Hasse, José Cruz e Mário Medaglia no lançamento do livro de Lourenço Cazarré em SC. Foto: Divulgação

“Resolvemos fazer uma pequena reunião em torno dos nossos amigos, Cazarré e Medaglia”, explica Lanzetta. “Nós trabalhamos juntos em meados dos anos em 1970, quando Florianópolis era uma cidadezinha bucólica, que tinha uma população semelhante à de Pelotas. Hoje, é uma metrópole, tendo aumento em quatro ou cinco vezes sua população”.

“Foi uma alegria reunir os meus amigos mais chegados”, disse Mário Medaglia. “Entre eles estão os pelotenses/candangos José Cruz, Lourenço Cazarré e Luiz Lanzetta. Foi uma noite divertida em que contamos muitas histórias da nossa vida no jornalismo. E houve o lançamento desse que é o oitavo livro de contos do Cazarré, que começou a rabiscar suas primeiras histórias quando morávamos ele, Lanzetta e eu, numa casa da rua Major Costa, aqui em Floripa, há cinquenta anos”.

“Sempre é bom estar com os amigos de Santa Catarina, onde trabalhei por quase dois anos no começo de minha carreira no jornalismo”, disse Cazarré. “Na verdade, aqui fiz minha formação prática. Em Pelotas, depois de formado, trabalhei por menos de um ano como jornalista. Os anos iniciais aqui na capital catarinenses, em cobertura de cidade, esporte e polícia me valeram como um pós-graduação”.

Lourenço Cazarré e Mário Medaglia em Florianópolis. Foto: Divulgação

“Como leitor das coletâneas de contos do Cazarré, e leitor também das segundas edições de todas elas, percebo o esforço dele em retocar os seus trabalhos a cada nova publicação”, disse Geraldo Hasse. “O livro Contos pelotenses mostra uma trajetória do contista, com suas mudanças de tema e estilo. Acho elogiável o fato de Cazarré ter recorrido ao apoio de três sul-rio-grandenses talentosos: o pelotense Fernado Duval, autor da belíssima capa; André Seffrin, crítico literário reconhecido, castilhense, que escreveu a apresentação; e o bageense Nelson Rolim, editor da Insular, empresa que se destaca pela alta qualidade das obras que produz.

No dia seguinte ao lançamento, o jornalista José Cruz perdeu sua carteira. Foi desencadeada uma extensa e intensa operação de socorro pelos amigos visitados por ele. Afinal, era a quarta vez que Cruz perde a carteira neste 2025. Suas perdas de telefone celular são igualmente numerosas, dizem amigos maldosos. José Cruz teve sua carteira recuperada e levada ao seu hotel por um simpático motorista haitiano do Uber, Fresnel, que está no Brasil há dois anos e fala um português correto.

O lançamento de Contos Pelotenses, na Princesa do Sul, deve ocorrer na Feira do Livro, no final deste ano, por iniciativa da Livraria Vanguarda, que já está vendendo a obra em Pelotas.