
UMA RECEITA DE PACIÊNCIA E DE PRECE…Depois da catástrofe climática.
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Clayton Rocha*
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Uma pitada de paciência e três minutos de prece. Uma labareda necessária durante alguns minutos de silêncio. E que nos imaginemos na primavera, expostos aos raios do Sol e dispostos a receber uma boa fatia de esperança!
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Estenda uma bandeira do Rio Grande do Sul sobre uma mesa e acenda uma vela dedicada a todos os Santos. Em seguida ajoelhe-se e a deposite ali. Coloque algumas gotas de orvalho sobre uma flor nativa do pampa para que a natureza perceba o gesto e valorize a humildade humana.
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Use o seu caderno de receitas o quanto antes: – E num conta gotas recolha uma lágrima que seja fruto de suas próprias emoções e a misture a uma porção de terra numa simbologia necessária a este tempo de reconstrução. Inspire-se naquele pássaro construtor de casas que prioriza o seu próprio recanto enquanto trabalha, tendo ciência de que Deus capta toda a nobreza de suas intenções.
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Dê asas à sua imaginação e alimente o seu próprio espírito projetando gestos necessários a esta etapa de reconstrução. Volte-se para o Negrinho do Pastoreio sinalizando gratidão, e saia em busca de algumas imagens fortes e inspiradoras, dentre estas as do Cruzeiro do Sul e também as das Três Marias suas apreciadas vizinhas.
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Seja grande diante das amarguras incontáveis nestas infindáveis provações. E silencie. E se fortaleça. E saiba que as energias interiores carregadas de boas intenções são capazes de entrar em sintonia imediata com o Divino! E pense então na poesia de Pessoa, especialmente quando ela nos alcança e nos diz:
– Para ser grande,
Sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
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Assim em cada lago,
A Lua toda
Brilha, porque alta vive.











