
ATÉ QUANDO?
Ivon Carrico*
Você viu a interpretação do Hino Nacional, por dois experientes cantores, no dia 31 de maio do corrente, no Maracanã, quando do amistoso Brasil e Panamá, na antevéspera da Copa do Mundo?
Você viu o desempenho e a desenvoltura do selecionado nacional, com – também – experientes jogadores nesse mesmo Certame?
Você viu, ou melhor, tem visto a atuação dos Poderes constituídos, nos três níveis e esferas, para – se não conter – ao menos inibir o cometimento das tantas iniquidades, diuturnamente, veiculadas?
Você tem visto a pífia atuação do Judiciário e do Ministério Público para estancar a sangria dos cofres públicos quando da concessão dos infames ‘penduricalhos’ aos seus integrantes?
Você tem conhecimento das incestuosas relações entre proeminentes figuras públicas, que deveriam dar o exemplo, com abjetas figuras investigadas pela Autoridade Policial?
Você viu, por acaso, os contratos celebrados, as viagens conjuntas realizadas, as exaustivas férias em resorts e assemelhados entre os integrantes dessa confraria? E, tudo isso – digamos – relativizado e normalizado?
Você viu, ainda, a responsabilização de alguém em face das falcatruas ocorridas no INSS? E, por último, você tem conhecimento de como ocorre a concessão das tais Emendas Parlamentares, com a atuação e o benefício – nos bastidores – de conhecidas e execradas figuras da cena pública e política?
Aquela interpretação do Hino Nacional – mais do que uma infame demonstração de despreparo, descompromisso e desacerto – enunciou e anunciou nosso rotundo fracasso na Copa do Mundo e – provavelmente, também, o fará – na governança nacional, nos três níveis e esferas do Poder. Até quando?
*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. Brasília – 15/07/2026











