ARTIGO – GOVERNOS CAEM PELAS TABELAS

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GOVERNOS CAEM PELAS TABELAS
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Ivon Carrico*
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A data deste texto é emblemática: 14 Juillet! Alguém recorda? Difícil não lembrar os ideais liberais do Iluminismo, trazidos pela Revolução Francesa quando da memorável Queda da Bastilha, em Paris, prisão opressora do ‘Ancien Régime’, em 1789, que marcou uma nova era nas relações políticas, econômicas e culturais mundo afora.
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‘Liberdade, Igualdade, Fraternidade’ deveriam ter tido, então, consequências sobre a nova ordem que viria a ser estabelecida.
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Todavia, em mais de 200 anos desses ideais, os mesmos têm sido muito pouco observados, eis que  escamoteados e pisoteados. Aliás, quase sempre ignorados. Basta ver as inúmeras conflagrações, quer sejam mundiais e/ou regionais instaladas. Em nenhuma delas prevaleceu qualquer um desses ideais.
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Mas, o que prenuncia esse estado de coisas é a falta de perspectiva de Governos e o egoísmo de governantes, mais interessados em projetos pessoais para se perpetuarem no Poder. Daí o assombroso Populismo que adotam. Quer seja à Direita ou à Esquerda do espectro ideológico.
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A piorar esse insólito quadro Governantes de Nações e Instituições consagradas pela firmeza e solidez de propósitos têm, também, às vezes, decepcionado.
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Nos Estados Unidos o Biden é considerado um fraco. Quase um decrépito. A atual política exterior americana é um arremedo de tempos de outrora. Errante e periclitante. No Vaticano, Francisco – que também é Chefe de Estado, em seguidas oportunidades – tem destoado ao assumir posições políticas que, às vezes, constrangem a Cúria Romana e dividem o rebanho.
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Por sua vez, no Reino Unido, outro bastião desses propósitos, Boris Johnson caiu pela veleidade das atitudes. E, em Israel, um oásis no meio de tantas Ditaduras, a sucessão tem se mostrado uma sequência de fracassos e equívocos.
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Já na América Latina,…bem, isso merece um capítulo à parte, estamos numa verdadeira sinuca de bico: se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. (Ivon Carrico)
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*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. Brasília: 14/07/2022
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