CHEIAS: SÃO GONÇALO CHEGA A 2,94M – ATUALIZADA ÀS 23H

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O Canal São Gonçalo chegou a 2,92 acima do leito e quebrou novo recorde histórico. Foto: SECOM – Divulgação

Medição do Canal São Gonçalo

23h – 2,94 metros

NOVO RECORDE HISTÓRICO

O Canal São Gonçalo rompeu a barreira dos 2,88m, patamar da enchente de 1941 e chegou a 2,92 acima de seu leito, na noite desta quarta-feira. A prefeita Paula Mascarenhas se manifestou a pouco na redes sociais e comentou sobre a expectativa do grupo que acompanha a elevação das águas na sala de situação. Ela disse que essa marca nos surpreendeu, nós não esperávamos isso hoje, assumiu a prefeita.

Segundo a prefeita, o retorno das águas que haviam ido para a margem oposta da Lagoa dos Patos e o fluxo de água vindo do lago Guaíba contribuíram para que a elevação acontecesse já nesta quarta. “Se supunha que as águas que estavam sendo jogadas para a outra margem voltariam, então nós teríamos um aumento do nível das águas”, disse.

Paula reforçou a necessidade de quem está em áreas de risco marcadas em vermelho no mapa sair dos locais com a tendência de elevação das águas. “Quero fazer aqui um pedido: se alguém que está nessa área vermelha voltou para casa, por favor, reveja isso e procure sair”, disse. Quem mora em áreas laranjas deve permanecer alerta para a possibilidade de precisar evacuar os locais. “Nós estamos com nossas equipes nas ruas fazendo todo esse acompanhamento e, caso seja necessário, caso alguém precise de ajuda para se deslocar, as equipes estão lá para isso”.

“Não temos projeção de até onde as águas podem chegar, portanto é preciso que a população fique em alerta. As áreas vermelhas não devem estar habitadas, e pedimos para quem esteja nelas ou resolveu retornar, que saia imediatamente”, afirmou a prefeita Paula Mascarenhas.

A razão para o aumento do nível que era aguardado para quinta-feira (16) se deve ao volume excessivo de água na Lagoa dos Patos. Técnicos explicaram que a elevação da Lagoa ocorre em razão do empilhamento das águas que estão vindo de Porto Alegre, sem a necessidade de ventos ou chuvas influenciarem na crescente. O canal da Barra de Rio Grande não consegue dar vazão ao volume de água. “É como se um ralo estivesse entupido e a torneira aberta”, explicou o meteorologista e professor da UFPel, Henrique Repinaldo.