ARTIGO – QUANDO A UNANIMIDADE NÃO PODE SER BURRA

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Antiga administração do Porto do Rio de Janeiro restaurada. Foto: Arquivo pessoal

QUANDO A UNANIMIDADE NÃO PODE SER BURRA

Ivon Carrico*

Rio de Janeiro/RJ, 10/06/2026

No espaço de 01 semana tive a oportunidade de estar em 02 distintos universos. Mas, ambos no Brasil. Sim, por que a estranheza? Nosso País é uma terra de contrastes. Em tudo! Ainda bem, pois como dizia o famoso Dramaturgo Nelson Rodrigues – ‘a unanimidade é burra!’

Assim, passei da disciplina e resiliência gaúchas, onde estão minhas raízes, para a alegria e a irreverência cariocas.

Este caldo cultural nos torna únicos em termos de América Latina. Esta riqueza, esta diversidade é que nos impulsiona.

Pena, que isto – ainda – sim, ainda, esbarra em alguns gabinetes da Praça dos Três Poderes, onde muitos estão de costas para a Nação, mais interessados em atender e patrocinar os interesses de poucos.

Vivemos tempos de Copa do Mundo. Em uma inusitada e grandiosa disputa envolvendo 48 participantes. Como numa corrente pra frente, não mais 90 milhões, mas 210 milhões de brasileiros se unem para torcer e lutar pelas cores nacionais.

Este ano, também, teremos outra disputa. Desta vez, mais séria. Onde este mesmo universo de brasileiros estará torcendo por dias melhores para nosso País.

Tomara que essa mesma corrente pra frente dos jogos, esteja presente nessa disputa presidencial.

Não desejo a unanimidade, como prevista pelo nosso citado Dramaturgo. Mas, uma unanimidade inteligente, responsável para que o Brasil consiga avançar muito mais em termos sócio-políticos e econômicos. Aguardemos.

*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. Brasília – 10/06/2026