ARTIGO – OS ANÕES DA COISA PÚBLICA

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OS ANÕES DA COISA PÚBLICA

Ivon Carrico*

Ao chegarmos, hoje, nesta agradável cidade mediterrânea, o avião fez um sobrevoo antes de pousar no Aeroporto Regional da Côte D’Azur, à beira mar.

Como todos sabem aqui é o paraíso de milionários do mundo inteiro. A França soube muito bem vender e explorar esse cenário de luxo e requinte.

Todavia, nada comparável à beleza e magnitude do nosso Rio de Janeiro. Realmente, Deus nos contemplou com essa magnífica criação da natureza.

Por aqui, por sua vez, pouco se fala das tantas mazelas brasileiras. Mais, talvez, por desconhecimento. Ainda bem! Porque não é nada agradável, no exterior, saber acerca das nossas iniquidades. Como já aconteceu em vezes anteriores.

Já no avião, falando com um ou outro passageiro, era geral a indignação com o que vem ocorrendo no Brasil nos últimos governos.

Nosso País não avança! Assolado por tantos desmandos e corrupção, por uma impunidade assustadora, é difícil acreditar num futuro promissor, a curto prazo.

Esse sentimento fica, ainda, mais evidente quando no exterior, porque ficamos comparando e indagando acerca das razões dessas ocorrências.

Enquanto neste ano celebraremos uma safra, recorde, de 350 milhões de toneladas de grãos, no campo da ética e da moralidade despencamos vertiginosamente. Campeões no campo, mas anões no trato da coisa pública. Até quando?

*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. Brasília – 15/09/2025