
NOMES NO DIMINUTIVO…
Sadi Macedo Sapper*
Não quero ser preconceituoso com nomes, sobrenomes e apelidos no diminutivo, até porque a maioria deles traduz um certo tipo de afeição e carinho. Não é isso que faz um jogador de futebol ser bom e competitivo ou não.
Mas acho que já temos na Seleção jogadores demais no diminutivo. Não sei o alcance anímico ou psicológico que isso pode ter no grupo, nos adversários, na torcida…Em 58 e 62, não tínhamos nenhum jogador cujo nome estivesse com sufixo de diminutivo. Em 70, só o Jairzinho, e deu! E o então narrador da Globo na Copa do México, Geraldo José de Almeida, o chamava geralmente de Jair, lembram?
Em 94, o Zinho não era titular no começo e o Mazinho só apareceu mais para o final. Em 2002, o único “inho” era o Ronaldinho e esse, como jogava mesmo demais, podia ter o nome que quisesse. Pelé, Garrincha ou Rivaldo nunca precisaram ser pelezinho, garrinchinha ou rivaldinho…
E agora, nesta tal Seleção que agora começa a se renovar, mas já é perdedora, estamos tendo de conviver com Savinho, Raphinha (com ph), Marquinhos, Fabinho e não sei quem mais…
Ah, e quem ainda não é ainda “inho”, já está a caminho e é pelo Junior, tipo Vinicius Jr, Dorival Jr…Não sei se é implicância minha, mas, para facilitar, a gente podia desde logo fazer um ataque com os sobrinhos do Pato Donald, Huguinho, Zezinho e Luizinho… Não ficaria mal. Afinal, ao torcer para a Seleção, a gente já é pato mesmo… Só espero que na próxima Copa ( se chegarmos lá) o locutor do estádio não anuncie a nossa escalação com Alissonzinho, Danilinho e – crueldade! – Neymarzinho. Ele, aliás, já é Neymar Junior!
*Jornalista











