
A DEFESA DO INDEFENSÁVEL
Ivon Carrico*
Difícil acreditar em avanços e melhorias para o País, diante do que foi apresentado por ocasião da abertura do ano jurídico-legislativo, no STF e no Congresso.
Defendendo o indefensável e, justificando o injustificável, Suas Excelências expuseram o possível descrédito dessas Instituições, bem como o distanciamento ante o que é essencial e verdadeiro. .
Assim, já no dia seguinte, o Congresso aprovou a concessão dos infames Supersalários e Penduricalhos para seus servidores, extrapolando – inclusive – o teto constitucional estabelecido para os Ministros da Suprema Corte (sem os Penduricalhos).
Para, logo em seguida, prover – também – o aumento para as tais Verbas de Gabinete, com as quais cada Excelência é contemplado.
Isso tudo, em um momento em que, há tempos, está pautada a esperada Reforma Administrativa, para limitar os gastos em busca de melhorias fiscais no Orçamento da União.
Por sua vez, o tal Código de Ética, proposto pelo Presidente/STF para conter, digamos, seus pares em seus arroubos, foi solenemente abortado em seu nascedouro.
Em oposição, claro, 02 outros Ministros da Suprema Corte fizeram – ainda – a defesa, não dos Penduricalhos, com os quais já são – há muito tempo – favorecidos, mas – também – da remuneração dos Magistrados por palestras proferidas, bem como a permissão para que sejam acionistas de empresas.
Como em uma confraria, os ‘checks and balances’ constitucionais foram ignorados mais uma vez. Nenhum dos Poderes se posiciona acerca da iniquidade do outro. Assim, é de se supor que logo teremos o aumento, também, do teto constitucional da Corte Suprema.
*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. Brasília – 06/02/2026











