MORRE JORNALISTA RUY CARLOS OSTERMANN

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Morreu em Porto Alegre, nesta sexta-feira, o jornalista e cronista Ruy Carlos Ostermann aos 90 anos. A informação foi confirmada por familiares. Segundo a filha Cristiane Ostermann, ele estava internado desde maio, no Hospital Moinhos de Vento, com dengue: “A doença desencadeou complicações, infecção urinária, edema pulmonar, tudo meio associado, mas a dengue foi que derrubou ele”, explicou Cristiane.

O velório deve acontecer neste sábado (28), a partir das 10h, na Assembleia Legislativa.

O governador Eduardo Leite manifestou pesar pela morte do jornalista por meio das redes sociais. “Ruy Carlos Ostermann foi mais do que um comentarista brilhante. Foi um mestre no uso da palavra, um intérprete sensível do esporte e da sociedade. O Rio Grande do Sul se despede de um pensador raro, cuja inteligência seguirá nos inspirando. Meus sentimentos aos seus familiares e amigos”, publicou.

QUEM ERA RUY CARLOS OSTERMANN

Natural de São Leopoldo em 26 de setembro de 1934, Ostermann foi comentarista reconhecido com passagens pela Rádio Gaúcha e Rádio Guaíba. O início da carreira como cronista na Folha da Manhã e Folha da Tarde, na Companhia Jornalistíca Caldas Júnior em 1962. Em 78, foi para a Gaúcha para chefiar o departamento de esportes da emissora.

Ostermann foi participante e depois âncora do Sala de Redação, tradicional programa de debate da Rádio Gaúcha, por 33 anos. O Professor também foi um escritor marcante e autor do livro Felipão, a Alma do Penta, sobre o técnico da conquista da Copa do Mundo de 2002. Esteve na cobertura de 13 Copas do Mundo, entre 1966 e 2014.

O Professor, como era conhecido, era formado em Filosofia e também teve uma carreira na licenciatura e chegou a lecionar em escolas e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Foi deputado estadual duas vezes (em 82 e 86) e foi secretário de ciência e tecnologia e de educação do Rio Grande do Sul, no governo Pedro Simon. Também foi patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em 2002.

Em 2024, lançou sua biografia, escrita pelo jornalista Carlos Guimarães.

CLAYTON ROCHA ESCREVE SOBRE RUY CARLOS OSTERMANN

Um amigo e tanto!
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Graças a ele, atuei nas Copas do Mundo da Argentina de 1978 e do México em 1986 pela rádio Gaúcha. Por determinação dele, fiz a transmissão do sepultamento de Jorge Luís Borges no Cemitério Plains Palais de Genebra, na Suiça. Apresentei a ele Roberto Braunner, um narrador diferenciado com bela voz mais ritmo intenso de transmissão.
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Apresentei a ele Dinei Avellar, esse notável “plantão esportivo” que marcou época na Católica de Pelotas mas que não quis trocar a RU pela Gaúcha.
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Ruy Carlos Ostermann, esse colega de data – 26 de Setembro – brilhou como deputado estadual e secretário de Estado e proferiu históricas conferências no ” Ciclo Permanente de Palestras da UFPel” entre 1970 e 1986.
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Ruy, o Rio Grande do Sul te venera e te respeita! Por merecimento.
DEBATE 13 HORAS – ANO 46.
Universidade Católica de Pelotas.
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Jornalista Carlos Guimarães, que escreveu sobre a vida de Ruy Carlos Ostermann, participou recentemente do Treze Horas. Foto: Equipe Treze Horas.
JORNALISTA CARLOS GUIMARÃES, AUTOR DE LIVRO SOBRE RUY CARLOS OSTERMANN.
Salão Amarelo.
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Sexta-feira, 1 de novembro de 2024.
DEBATE 13 HORAS – ANO 46.
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Clayton Rocha entrega a Figueira de Bronze a filha de Ruy Carlos Ostermann, Cristiane Ostermann, no Salão Amarelo do Treze Horas. Foto: Equipe Treze Horas.
DEBATE 13 HORAS.
Sexta-feira, 1 de novembro de 2024.
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HOMENAGEM AO PROFESSOR RUY CARLOS OSTERMANN, 90 ANOS.
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LINKS DE PUBLICAÇÕES SOBRE RUY CARLOS OSTERMANN NO TREZE HORAS

TREZE HORAS NA FEIRA DO LIVRO: CONVERSA COM O ESCRITOR

UMA AMIZADE DE DÉCADAS
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Com Clayton Rocha foi uma amizade que iniciou em 1978 durante a Copa da Argentina. Depois disso foram vários encontros em Pelotas e Porto Alegre. Abaixo na foto em preto e branco uma das visita de Ruy Ostermann ao Edifício Banlavoura, na rua XV de Novembro, onde foi gerado durante mais de vinte anos o Pelotas Treze Horas.
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Clayton Rocha recebendo a visita de Ruy Carlos Ostermann no estúdio do Treze Horas no Edifício Banlavoura, na rua XV de Novembro. Foto: Arquivo do Treze Horas.