CRIAR PARA REGISTRAR MARCAS

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CRIAR, PARA REGISTRAR MARCAS!

Clayton Rocha*
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Gostei dessa ideia de criar esse Projeto Taim, tornando-o um evento anual, com vídeos, mostras fotográficas e livros sobre a flora e fauna da nossa consagrada Estação Ecológica. Te sugiro: traz o Globo Repórter, que acomodarei a delegação deles lá na Granja 4 Irmãos. Saber fazer e…fazer saber, e sempre, tornando os eventos regionais inesgotáveis, porque temos esse sagrado direito de nos tornarmos uma grande vitrine regional aos olhos do Rio Grande e do país.

Antônio Luiz Roxo de Oliveira, ex-presidente do Grupo Joaquim Oliveira, um amigo do coração, disse-me isso em 1986. As nove “Operações Taim” subsequentes marcaram época no Estado e no país, tendo a Rede Globo oferecido uma diferenciada cobertura de alcance nacional.

Clayton: pensar muito, avaliando sempre as potencialidades regionais: as águas dos banhados do Taim, do São Gonçalo, do arroio Pelotas, as nossas lagoas regionais, Patos, Mangueira e Mirim, para iniciarmos pelas águas já consagradas. Esse é um passo necessário é capaz de orgulhar a nossa gente. Faz isso, te peço, colocando sempre energia na palavra, aquela que é capaz de comover pedras e de encantar brutos.

Conta sempre comigo, pois nossa sintonia é fina, nossa amizade é sólida. E em nome disso, te peço: – Nunca percas esse teu entusiasmo contagiante durante esta tua caminhada profissional. O IESDE Brasil, sediado em Curitiba, e que patrocinou a tua jornada romana de 2005, durante a eleição do papa Bento XVI, percebeu a força do rádio e a tradição da emissora da Universidade Católica de Pelotas, essa marca de empreendedorismo semeada por Dom Antônio Záttera.

Jamais esquecerei nossas jornadas pela Itália e Suiça, num tempo de empreendedorismos voltados para o fortalecimento do Ensino à Distância.

Tenho pensado naqueles anos 90, intensos em criatividade e em elevado convívio, quando revisitamos páginas ainda muito vivas na história de nossas vidas. Lembro-me sempre daquela nossa conversa de Milão, quando avaliamos os golpes profundos do infortúnio, e que a tantos atinge, mas capazes de provar que somente uma grande alma pode sofrer sem se queixar. Imagino que ainda lembres do Duomo de Milão – aquele endereço tão marcante em espiritualidade – quando nos questionamos sobre o que poderíamos encontrar do outro lado da porta do mistério, concluindo então, e em uníssono, que se Deus é amor o futuro caminho será ocupado pela intensidade da Luz.

Pois que assim seja!

*Jornalista e coordenador do Treze Horas.