ARTIGO – TRINTA ANOS ESTA NOITE

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Havia silêncio e luz intensa junto às vestes de João Paulo II doadas ao Santuário, além de uma luminosidade especial junto à Coroa que contém 313 pérolas e 2.650 pedras preciosas, constituindo-se no maior ícone religioso de Portugal desde 1920.

TRINTA ANOS ESTA NOITE!

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26 de março de 2014
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Por Clayton Rocha
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José Ricardo Castro, jornalista; Jane Rocha da Costa e Eva Greque Fuentes, familiares meus, mereciam explicações e um solene pedido de desculpas: O roteiro da viagem seria modificado! Algo muito forte, impositivo, superior, levou-me a convencê-los de que Fátima-Leiria era o endereço a ser visitado, e não mais Lisboa, porque  se buscava – naquele dia – algo emblemático como fonte de motivação para a história de nossas próprias vidas.
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Quando o Sol quase desaparecia no horizonte, adentramos à Capela guardada a sete chaves num rigoroso esquema de segurança e de câmeras de alta precisão. Havia silêncio e luz intensa junto às vestes de João Paulo II doadas ao Santuário, além de uma luminosidade especial junto à Coroa que contém 313 pérolas e 2.650 pedras preciosas, constituindo-se no maior ícone religioso de Portugal desde 1920. Na parte superior da Coroa, e internamente, enxerga-se a bala que atingiu João Paulo II no atentado de 13 de maio de 1981.
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O nosso grupo, integrado por quatro pessoas, deixou-se tocar pelas energias intensas do ambiente, essenciais e invisíveis. Esperava-se por um sinal qualquer que fosse capaz de fortalecer a nossa fé, mas não se sabia como e nem quando isso poderia ocorrer. Rezei, então, pensando em Dona Eneida, e naquela sua frase de 2005: – “Santo súbito, Santo súbito”, dizia ela,  associando-se à pregação dos fiéis na Praça de Pedro que queriam um papa Santo.
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Pois foi exatamente assim, enquanto o véu da noite cobria a terra portuguesa, que testemunhamos a manifestação de um padre italiano de braços abertos, dizendo-nos:– Trinta anos esta noite! Ele lembrava-se, ali, naquele instante,  de um  outro 26 de março, o de 1984, quando Karol Wojtyla, o papa, devoto de Nossa Senhora de Fátima, oferecera  ao Santuário a bala disparada pelo terrorista turco Mehmet Ali Agca e que, por pouco, não lhe tirara a vida.
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Agora, já a bordo do trem inter-cidades que nos devolve à Cidade de Aveiro, concentro-me  no alto significado da data e penso em Winston Churchill, que me acompanha sempre através da preciosidade de suas lições. E se um padre italiano presenteou-nos hoje com aquele registro histórico no Santuário de Fátima, e que foi testemunhado por alguns poucos, o Primeiro-Ministro britânico fez mais, Churchill levou-nos lá, através de sua máxima preferida, aquela que me contagiou por inteiro durante o amanhecer daquele dia 26 de março: – SIGA SEMPRE A SUA INTUIÇÃO! Pois foi assim, caro leitor, que o Senhor da Guerra levou-nos ao natural, graças à preciosidade de seus conselhos, ao Santuário da Paz. (CR).

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