
POR UMA NOVA CONSTITUINTE
Ivon Carrico*
Em 1985, após 21 anos, o Brasil desembarcou de mais um regime de exceção para a normalidade democrática.
Tivemos avanços e retrocessos em ambos os momentos. Estes últimos, devido à atuação infame de corporações que, dentro e fora do Estado brasileiro, atuam para assegurar privilégios e vantagens para os seus, em detrimento da coisa maior.
Para uns, pesada herança cultural do colonizador. Para outros, a falta de um projeto de nação. Um maior pragmatismo – contudo, onde conviver com a diferença exige renúncias – poderia nos ajudar a avançar.
Na atual redemocratização, tivemos esse pragmatismo presente, quando o Congresso Nacional, em 1988, nos presenteou com uma nova Constituição que selou a pax social, reparando os anseios daquele momento então experimentado.
Daí que, possibilitou – no Lula I – a adoção das espetaculares políticas de inclusão social com a inserção de milhões de brasileiros no exercício da cidadania e da dignidade.
Decorridas quase 04 décadas, entretanto, o País mudou. O mundo mudou. Hoje, a democratização da informação, trazida pela Internet, torna o debate mais democrático. E, plural! Exorcizando a atuação dessas corporações.
A atual Constituição Federal já não reflete mais os grandes anseios da sociedade brasileira. Por sua vez, o País está, novamente, dividido. Daí que buscar o caminho da pax social é essencial. Assim, a convocação de uma nova Assembleia Constituinte é algo que deveria ser melhor avaliado.
Se até o Vaticano já nos acenou com o Carlo Acutis, o ‘Santo Millennial’, por que não podemos experimentar uma ‘Constituição Millennial’? Dos novos tempos. Pensem nisso.
*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. Brasília – 04/10/2025











