ARTIGO – PELA MELHOR INSERÇÃO DA UNIVERSIDADE E DOS UNIVERSITÁRIOS NA REALIDADE NACIONAL

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PELA MELHOR INSERÇÃO DA UNIVERSIDADE E DOS UNIVERSITÁRIOS NA REALIDADE NACIONAL

Ivon Carrico*

Li, nos últimos dias, na grande Imprensa brasileira – um Artigo de um(a) obscuro(a) Articulista sobre tema em voga, onde ao comparar comportamentos anteriores e atuais de nossos jovens, execrou com o Projeto Rondon.

O Projeto Rondon foi um Programa criado, em 1967, em pleno Regime Militar, por Professores da UERJ/Universidade Estadual do Rio de Janeiro para permitir o intercâmbio de universitários brasileiros, de distintas Regiões, para melhor conhecer a nossa realidade.

Pelo sucesso alcançado o Projeto Rondon tornou-se um Órgão Federal, vinculado ao então Ministério do Interior. Centenas de milhares de universitários participaram das atividades Brasil afora.

Referido(a) Jornalista, todavia, vinculou o Projeto Rondon ao período de exceção da normalidade democrática, então experimentada, afirmando que nossos jovens eram tão somente doutrinados para não questionarem aquele momento político!

Ao contrário do exposto, essa participação constava, inicialmente, de um longo Treinamento, que era realizado anualmente, onde se estudava a realidade da futura área de atuação, sob os mais distintos aspectos – social, econômico e cultural.

Ao final eram selecionados os futuros integrantes do Programa. Assim, por exemplo, universitários do Sul iam para atividades no Norte, Centro-Oeste e Nordeste do País. Havia um intercâmbio desse público entre as diversas Regiões brasileiras.

Tive a oportunidade de servir como Participante, Monitor e, depois, Servidor do Projeto Rondon. Ao contrário do infame Artigo, nunca fui doutrinado e, jamais, um alienado.

Pelo exposto, é um Programa que deveria voltar para evitar – aí, sim – a alienação, hoje, promovida por aqueles (Jornalistas/Influencers) que entendem que o Brasil vai até a Avenida Paulista ou à Avenida Vieira Souto.

*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República.