ARTIGO – O PRAGMATISMO RESPONSÁVEL – Podcast

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O PRAGMATISMO RESPONSÁVEL

De Brasília – Ivon Carrico

No Governo do General Ernesto Geisel (1974/79) o Brasil adotou esse viés em sua Política Exterior em busca, dentre outras, de alternativas comerciais para ampliar sua pauta de exportação e, por conseguinte, alavancar sua economia.

Assim, àquela ocasião, foram restabelecidos os laços diplomáticos com a China e o nosso País foi, também, o primeiro a reconhecer os Governos marxistas de Angola e Moçambique, recém independentes.

Por sua vez, no outro lado do mundo, com a morte do Mao Tse Tung, em 1976, subiu ao Poder na China Comunista o Teng Hsiao Ping.

Ainda naquela década o novo líder chinês começou a priorizar o desenvolvimento para tirar aquele País do atraso de uma economia rural, quase feudal.

Considerando a “Diplomacia do Ping Pong” (idealizada por Henry Kissinger) – após a visita do Presidente Nixon em Pequim, em 1972 – a China ousou se aproximar mais dos USA e, também, do Japão (outrora inimigo histórico) para buscar conhecimento e tecnologia.

É do Teng Hsiao Ping aquela famosa assertiva: “Não importa a cor do gato. Interessa que ele cace ratos”.

O destaque aí é a ousadia, à época, dos governos brasileiro e chinês ao se aproximarem de parceiros antagônicos para avançarem em suas respectivas agendas.

Urge que, hoje, o Brasil adote esse mesmo pragmatismo em sua política externa. Mas não só no campo econômico.

Com isso evitaremos que o rato cace os gatos. (Ivon Carrico)

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