
De ZH ZONA SUL
Aeroporto de Pelotas terá centro de gestão de riscos e desastres da Defesa Civil com investimento de R$ 26,9 milhões
Parceria prevê cessão área de seis mil metros quadrados para estrutura que atenderá 22 municípios da região
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul terá um Centro Regional de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (CRGIRD) no Aeroporto Internacional João Simões Lopes Neto, em Pelotas. A cessão de uma área de seis mil metros quadrados anexa ao prédio foi firmada em um termo de cooperação assinado nessa semana.
A implantação do CRGIRD de Pelotas contará com o investimento de R$ 26,9 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Os recursos incluem a elaboração dos projetos, as obras de construção e a implantação dos equipamentos tecnológicos para a operação.
A estrutura da 4ª Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (Crepdec), que atende 22 municípios da região sul do Estado, busca facilitar o acesso à malha viária e garantir agilidade na mobilização de equipes, veículos e equipamentos de ajuda humanitária.
O prédio para abrigar o Centro ainda será construído e contará com infraestrutura tecnológica e sistemas integrados para a análise de dados em tempo real. A estrutura regional funcionará como uma versão em escala local do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres , que será construído em Porto Alegre.
A localização do centro regional junto ao aeroporto busca integrar as operações de transporte aéreo e as operações de resposta em eventos extremos. De acordo com a Motiva, concessionária que administra o terminal de Pelotas, a Defesa Civil contará com o apoio da equipe local para a coordenação de operações aéreas.
Segundo o coordenador regional de Proteção e Defesa Civil, coronel Márcio André Facin, o aeroporto foi a melhor opção para a instalação do centro regional na Zona Sul.
— É um legado que será deixado para as futuras gerações, um espaço onde a gente possa fazer a gestão integrada entre todos os órgãos. […] É um local estratégico, um hub de transporte aéreo que nos possibilita rapidamente trazermos recursos para a região, se isso for necessário — afirma.
De acordo com Facin, a estrutura terá um amplo espaço e contará com um heliponto próprio. A expectativa é de que o projeto avance até 2027.
— É algo que foi pensado para nos colocar num outro patamar de sistema de Defesa Civil aqui na Região Sul e no nosso Estado — resume.











