
O jornalista Clayton Rocha, coordenador do Treze Horas desde a criação do debate, recebeu homenagem no jantar de Ação de Graças, promovido pela Santa Casa de Misericórdia, na noite de quinta-feira, 27.11, no Clube Brilhantes. O evento social foi para reconhecimentos e homenagens a diversas autoridades, parceiros do hospital, integrantes do corpo clínico e funcionários. A Santa Casa de Misericórdia de Pelotas conta com 178 Anos de trajetória atendendo enfermos de toda a região sul do RS.
O governador Eduardo Leite esteve entre os homenageados, recebendo uma distinção na categoria Autoridades Políticas pelo seu trabalho no fortalecimento do sistema de saúde do Sul do Estado.____________________________________________
FALA DO JORNALISTA CLAYTON ROCHA

O que se pede?
GESTOS DE MISERICÓRDIA!
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O recado é curto e incisivo nesta data de aniversário da Santa Casa, pois na caminhada da vida mais valem as ações do que as palavras.
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Estamos dispostos a dar sentido, (cada uma das trezentas e cinquenta pessoas aqui presentes), a uma máxima milenar que diz: – “Não me sacio de servir e não me canso de ser útil!” Pois enquanto o tempo, que é o senhor da razão, nos ensina a cumprir tarefas básicas e indispensáveis à preservação desta Casa Santa, ele nos sugere ainda que sejamos capazes de expressar eloquentes sinais de reverência aos vultos do passado, limitando-nos, nesta noite, aos exemplos deixados pelo doutor Miguel Barcellos, um cirurgião histórico de Pelotas; ao doutor Bruno Gonçalves Chaves, aquele diplomata pelotense que ocupou o cargo de Embaixador do Brasil na Santa Sé e que conviveu pessoalmente com Pio X e Leão XIII antes de retornar à sua terra para assumir as funções de Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Pelotas; à doutora Antonieta Dias, filha do fundador da Biblioteca Pública, aquela que foi a primeira médica a clinicar na Santa Casa.
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Senhoras e Senhores:- Estamos homenageando hoje a instituição hospitalar mais antiga em funcionamento contínuo desde 20 de junho de 1847, endereço este que recebeu a Princesa Isabel em seu Salão Nobre lá naquele distante mês de fevereiro de 1885, e que soube prestar serviços médicos durante o período da Revolução Farroupilha, além de implantar – em 1846 – um ano antes de sua fundação, uma enfermaria improvisada na rua Gonçalves Chaves para o atendimento de pessoas carentes.
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A Santa Casa ainda nos mostra, na noite de hoje, que entre os bens da natureza, o mais excelente, o mais útil e o mais necessário é aquele sem o qual nenhum outro bem se pode gozar: – A Saúde!
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Agradeçamos sempre!
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E se o tempo, que é o senhor da razão, ensinou-nos a cumprir as tarefas básicas responsáveis pela preservação desta Casa, mostrou-nos também que a Caridade é o resumo de todo o Cristianismo.
Hoje, ao receber esta homenagem em nome de tantos, – e o faço comovidamente-, revisito agora aquele 17 de outubro de 1984, a data na qual fui distinguido com o diploma de ” Irmão” deste hospital.
Senhoras e Senhores: Nesta hora de elevado congraçamento, quando, para honra minha, sou convidado a falar em nome de tantos, – aqueles que a ela ofereceram suas energias e seus entusiasmos -, concentro-me na palavra que diz tudo e que é conhecida pelo nome de ” Caridade”.
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Pois que através dessa Caridade, e sempre, sejamos capazes de executar incontáveis tarefas necessárias – envolvidos permanentemente por intensos sinais de luz – nessas muito bem-vindas ofertas de ” Misericórdia”. (CR).











