UM TEMPO DE INDIFERENÇA E DE HIPOCRISIA!

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UM TEMPO DE INDIFERENÇA E DE HIPOCRISIA!
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Clayton Rocha*
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A indiferença norteia os rumos do mundo, qualquer que seja a geografia. As pessoas até parece que se abandonaram, tornando-se reféns da tecnologia e da Internet. Pior: também deixam-se envolver pela “picaretagem” política de corpos estranhos que se sentem no direito de tomar conta de endereços alheios, na medida em que simplesmente não fazem parte da história da comunidade. Esses vultos chegaram ontem, já querem tudo! Arrebentam o cadeado da cidade e se desmancham em promessas ilusórias aos ingênuos de plantão.
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Eu, enquanto viver, pretendo combater esses oportunistas dissimulados que se “fazem de santos” e que atacam em todas as frentes, até mesmo em históricos clubes de futebol. Eles não tem consideração por ninguém, e nem escrúpulos, e nem valores interiores, e nem respeito à inteligência do outro.
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A cidade dos grandes ministros no Império e na República tornou-se, de repente, uma espécie de “Jardim da infância” a serviço de calculistas movidos por segundas intenções. Convenhamos…
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Há um limite para a estupidez de todos nós quando ajudamos a consagrar aventureiros dissimulados e brilhantemente teatrais. Estamos pecando no quesito “indiferença”, incapazes de perceber a presença da hipocrisia em vultos que diminuem a própria história política de Pelotas.
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Deveríamos aprender a enxergar toda sorte de “aventureiros de ocasião”, lembrando que o hipócrita é ingrato. Ele inverte as fórmulas do reconhecimento; ele aspira à divulgação dos favores que faz, sem ser, entretanto, sensível aos que recebe. Ele multiplica por mil o que dá e divide por um milhão o que aceita. Ele ignora a gratidão – virtude de eleitos – uma inquebrantável cadeia capaz de unir corações generosos, forjados pelos que sabem oferecer a tempo e de olhos fechados.
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Não tem limites essa escabrosa fronteira da hipocrisia!
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A fraqueza política, (no caso, a nossa) vem sendo o grande defeito que não estamos conseguindo corrigir. Para dar sentido à frase, basta observar – em quantidade – essa pífia representação política no Parlamento, ninguém na Assembleia Legislativa, um só nome na Câmara dos Deputados.
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Em décadas vencidas não era assim! – Óh miséria humana, de quantas coisas, por deslumbramento e por dinheiro, és serva! Livremo-nos, pois, de nossas próprias misérias, cientes de que um coração comunitário sem mácula não treme, e de que o sucesso foi sempre criatura da ousadia.
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Sejamos, portanto, ousados. Pelotas espera por isso!
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*Jornalista e criador do Treze Horas há 47 anos.