
O SEXTO PAPA
Paulo Gastal Neto*
Dia desses um ouvinte do Treze Horas enviou, através do chat do programa no Youtube, (www.youtube.com/Pelotas13H) uma mensagem reclamando, que falamos demasiadamente em Papas durante a semana no debate. A reclamação foi lida no ar, mas uma explicação complementar foi repassada ao nosso público e faz sentido. É absolutamente natural que a pauta em questão seja recorrente, pois o Treze nasceu justamente dentro do Vaticano, em 1978 e é transmitido numa emissora Católica – Rádio da Universidade Católica de Pelotas.
O papa Paulo VI morreu no dia 6 de agosto de 1978 e o Treze Horas foi criado no dia 6 de novembro do mesmo ano, após a cobertura das exéquias do pontífice falecido e a eleição de João Paulo I.
O criador do Treze Horas, jornalista Clayton Rocha, já fez cinco coberturas de Conclaves: João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI, Francisco e no último mês de maio, o de Leão XIV. Contando Paulo VI são seis papas na vida do Treze Horas. Não falar em Papas no programa de uma emissora Católica, seria como a Rádio Gaúcha tivesse que parar de falar em dupla Gre-Nal. Papas e seus movimentos tornaram-se, ao longo dos anos, a bandeira número 1 do Treze. Uma pauta obrigatória e que vai ao encontro de muitos interessados no tema e que nos acompanham desde há muito tempo, pois são quase cinco décadas. Quando por ocasião da morte de Francisco, recentemente, os nossos ouvintes, amigos e profissionais de outras emissoras não paravam de perguntar: o Treze Horas estará em Roma?
Os papas, o Vaticano, a política de estado que move os bastidores de um Conclave ou as disputas que ocorrem dentro da Igreja, fazem parte de uma pauta prioritária do Treze e foram experiências incríveis cobrindo cinco Conclaves. Cobrir eventos como a eleição de um papa é uma vertente do jornalismo que une a totalidade da mídia do mundo ocidental e cristão e é, também, oportunidade única de compartilhar informações importantes com o público ouvinte de uma determinada fatia da população.

Sempre o público ouvinte reagiu super bem às coberturas de conclaves, sendo uma excelente vertente de consolidação do programa. As transmissões do Vaticano revelaram-se numa maneira de informar e engajar o público sobre esses eventos importantes.
A cobertura de conclaves é um desafio, pois envolve explicar um processo complexo e histórico para um público amplo, porém inteligente e bem informado.
A cobertura da reunião que escolhe um novo Papa, é sempre um evento de grande interesse devido à sua importância – não só para a Igreja Católica – mas também pela sua natureza secreta e ritualística. É um momento de grande expectativa, com a mídia internacional acompanhando cada detalhe, desde a chegada dos cardeais até à escolha do novo pontífice.
O conclave é um evento com rituais e símbolos específicos, como a Capela Sistina, a fumaça branca ou preta, e enfim a eleição, que são acompanhados com atenção.
Por tudo isso é mais do que justificável que o Treze Horas dedique boa parte de seu tempo para essa pauta tão importante para uma grande parcela do população, sobretudo os mais velhos, pois envolve uma mistura de história, política e espiritualidade. Além disso, a escolha de um novo papa pode ter implicações significativas para a Igreja Católica e para o mundo. Fica aqui uma pequena e breve justificativa e um agradecimento a todos que nou ouvem e colaboram para que o Treze Horas continue existindo.
*Radialista e editor do site www.pelotas13horas.com.br











