
A Marinha do Brasil não renovou o convênio para a manutenção da Estação de Apoio Antártico (Esantar) nas dependências da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), encerrando uma parceria de mais de 40 anos. A estrutura da Esantar está sendo transferida da FURG para a Estação Naval de Rio Grande, mantendo o apoio logístico na região.
- Motivo da Mudança: O Comando do 5° Distrito Naval informou que a mudança de local visa a eficiência logística, posicionando a estação a 500 metros do Porto do Rio Grande, facilitando o acesso dos navios.
- Impacto na FURG: A instituição deixa de ser o local de suporte físico para o armazenamento, manuseio de equipamentos, contêineres e vestuário polar.
- Funcionamento na Cidade: As operações continuam em Rio Grande, mas sob gestão direta da Marinha na estação naval.
- Pesquisas: Segundo nota da FURG, o convênio não financiava bolsas ou pesquisas diretamente, portanto, não há previsão de prejuízo imediato aos projetos científicos.

Nota sobre a situação do Projeto de Apoio Antártico
FURG e Marinha mantêm relação de respeito e continuam desenvolvendo diversos projetos de cooperação mútua; entenda
O convênio entre a FURG, Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande (FAURG) e Marinha do Brasil – Secirm, que tratava do centro logístico de Apoio às Operações no Continente Antártico, assinado em 2020, encerrou seu prazo de vigência em outubro de 2025 conforme previsto em contrato. A participação de ambas as partes foi cumprida de forma integral, no que se refere ao pactuado no acordo de cooperação mútua.
É preciso ressaltar que o projeto não trazia recursos para financiamento das atividades da Universidade, ao longo dos cinco anos de vigência do último convênio, a Marinha do Brasil aportou cerca de R$ 11,8 milhões para a logística do apoio antártico, ou seja, o montante, administrado pela FURG e pela FAURG, foi utilizado, em conjunto com a Secirm, para compra e manutenção de equipamentos, contratação de pessoal, aquisição de material de consumo e gêneros alimentícios, por exemplo. Na prática, o valor nunca foi investido na Universidade, mas sim no funcionamento do projeto.










