INICIAMOS A LUTA CONTRA O CÂNCER

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O PET-SCAN do Distrito Federal foi ativado em 2021 no Hospital de Base do DF e em menos de 2 anos atingiu a marca de mais de mil exames. Foto: Iges-DF

Iniciamos a Luta Contra o Câncer

Paulo Gastal Neto*

Não, eu não estou com câncer. O Clayton também não. Mas estamos, juntos com o Treze Horas, entrando numa luta urgente: garantir para o sul do Estado um equipamento moderno, decisivo e ainda ausente em nossa região — o PET-Scan, também chamado PET-CT.

Este aparelho é hoje o padrão-ouro mundial no diagnóstico e acompanhamento do câncer. Ele permite detectar tumores ainda em fase inicial, identificar metástases e orientar com precisão o tratamento. É a diferença entre começar a luta cedo — ou começar tarde demais. E ninguém está livre disso. Você já imaginou receber esse diagnóstico? Pois bem: aqui na região, isso se tornou comum demais.

Como funciona o PET-CT

O PET-CT combina duas tecnologias:

PET (Positron Emission Tomography) — mede a atividade metabólica dos tecidos por meio de radiofármacos específicos injetados no paciente. Esses compostos se ligam às células tumorais e emitem sinais detectados pelo aparelho.

CT (Tomografia Computadorizada) — fornece imagens anatômicas detalhadas.

A fusão das duas imagens revela alterações celulares e moleculares invisíveis em outros exames, com alta sensibilidade e especificidade.

Por isso, o PET-CT é essencial para:

Estadiamento inicial do câncer;

Busca de metástases;

Detecção de tumores primários ocultos;

Avaliação de resposta ao tratamento;

Diagnóstico de recidivas precoces.

O uso vai além da oncologia:

Cardiologia — identificação de infecções como endocardite;

Neurologia — diagnóstico de Alzheimer e outras demências.

Por que Pelotas precisa disso agora?

A Santa Casa de Misericórdia de Pelotas, responsável por atender quase 1 milhão de pessoas em 27 municípios, não possui condições financeiras para adquirir o equipamento. Hoje, o paciente precisa viajar até Porto Alegre para realizar o exame — uma distância que pesa no corpo, na mente e no bolso de quem já está fragilizado pela doença.

Por isso, no último mês, estivemos em Brasília com três representantes da Santa Casa — Sebastião Kaé, Caroline Hoffman e Taís Peres. Eles percorreram gabinete por gabinete, apresentando dados, argumentos e até vídeos explicativos durante a reunião da bancada gaúcha no Congresso. Tudo para mostrar que o PET-CT não é luxo: é vida, tempo, precisão e dignidade para quem enfrenta o câncer. E lá queremos retornar, com eles, para a etapa decisiva: o momento em que a emenda que destinará os recursos seja incluída no orçamento 2026.

O que está em jogo

A Santa Casa pleiteia uma emenda de bancada de R$ 9,5 milhões para adquirir o equipamento e expandir seu serviço de oncologia.

Instalar o PET-CT em Pelotas significa:

Reduzir deslocamentos exaustivos até Porto Alegre;

Garantir diagnósticos mais rápidos e precisos;

Ampliar a capacidade de tratamento oncológico da região;

Consolidar Pelotas como polo de referência em saúde;

Salvar vidas — de forma direta e imediata.

A luta começa agora

O sul do Estado sempre precisou brigar por aquilo que outras regiões recebem naturalmente. Desta vez, não podemos aceitar o esquecimento.

O Treze Horas, parceiros e amigos se unem a esta causa para que, finalmente, a nossa gente tenha acesso ao que há de mais avançado no combate ao câncer.

A luta não é só da Santa Casa. Não é só nossa. É de todos que sabem que, diante do câncer, cada dia conta — e cada minuto pode salvar uma vida.

*Radialista e editor do site wwwpelotas13horas.com.br