COGESTÃO RETORNA, COMÉRCIO REABRE 2a.FEIRA, MAS RESTRIÇÕES SEGUEM NOS FINS DE SEMANA E FERIADOS – Podcast

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Reunião do governador Leite com a Federação das Associações de Municípios foi por videoconferência e durou cerca de três horas – Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini
COGESTÃO RETORNA, COMÉRCIO REABRE 2a.FEIRA, MAS RESTRIÇÕES SEGUEM NOS FINS DE SEMANA E FERIADOS – GOV. EDUARDO LEITE – Podcast

Atividades seguem vedadas das 20h às 5h nos dias úteis; aos fins de semana e feriados, não podem funcionar, exceto essenciais

O governador do estado Eduardo Leite esteve reunido com os presidentes das associações de municípios nesta sexta-feira, 19.03 e aceitou a retomada da cogestão do sistema de distanciamento controlado a partir do dia da próxima segunda-feira, dia 22 de março. Mas mesmo com a retomada, as atividades econômicas não serão permitidas das 20h às 5h e aos fins de semana até o dia 4 de abril, o que significa que no feriadão da Páscoa só as atividades consideradas essenciais poderão funcionar.

Na cogestão, os prefeitos estarão liberados para adotar os protocolos da bandeira vermelha, mas podem optar por restrições intermediárias ou manter os limites rigorosos da bandeira preta. Por isso, os planos de cada região terão de ser refeitos com o detalhamento das medidas. —  Como o todo o Estado vai continuar em bandeira preta, os protocolos da vermelha são o piso, mas cada região pode definir, dentro dessa banda, o que é mais conveniente —  disse o governador Eduardo Leite.

O governador disse enfaticamente aos prefeitos que, se fosse decidir apenas pelos parâmetros da saúde, as restrições seriam mantidas no nível atual por mais tempo, porque a situação dos hospitais ainda é de colapso e a redução das internações ainda é muito tênue: — Se fosse olhar só pelo lado da saúde, teríamos o máximo de fechamento possível, porque a única forma de conter a disseminação do vírus é reduzir a circulação. Estamos abrindo porque sabemos que tem uma parcela da população que precisa voltar a trabalhar por uma questão de sobrevivência.

O governador pediu aos prefeitos que reforcem a fiscalização, inclusive contratando fiscais com recursos que estão parados em fundos de saúde. — Não voltamos ao normal. Isso precisa ficar claro para as pessoas. E a fiscalização, com a aplicação de multas, é uma forma de mostrar que a vida não voltou ao normal.

O presidente da Famurs, Maneco Hassen, reclamou de as regras terem sido definidas sem consulta aos prefeitos. Cobrou maior participação da Brigada Militar na fiscalização e recursos para socorrer as prefeituras. Sugeriu, por exemplo, que servidores estaduais que estão em home office, com funções reduzidas, sejam deslocados para ajudar os municípios na fiscalização. Hassen perguntou se o Estado está levando em conta a fila de mais de 300 pessoas que aguardam acesso a leitos de UTI. O governador respondeu que sim, mas disse que a fila se estabilizou nesse número e insistiu que houve pequena redução na ocupação de leitos clínicos.