
OS PREDADORES SOCIAIS
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Ivon Carrico*
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Hoje, tanto nos Estados Unidos, como no Brasil, a ordem mundial, como a nacional têm sido dilapidadas em nome de conceitos vagos e mutáveis, conforme a conveniência.
Prevalece uma retórica chauvinista na defesa de interesses corporativos, pouco defensáveis. Para tanto, aqui, como lá, a democracia nunca foi tão banalizada.
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Levaremos muito tempo para avaliar e quantificar o real estrago produzido. E, quiçá, responsabilizar todos aqueles que têm dado causa a tantos disparates.
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Com a institucionalização da desordem vigora a certeza da impunidade que, por sua vez, impulsiona a desonra e a falta de pudor.
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Diuturnamente, somos bombardeados com fatos estarrecedores. Difícil até de acreditar que a natureza humana seja tão pérfida.
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Esses péssimos exemplos, vindos de quem – exatamente – deveria promover a justiça e a equidade social, evidenciam a indignação que brota alhures e por estas bandas.
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Aqui, volto a insistir na ‘profecia’ do grande ativista americano Martin Luther King que, nos idos de 1960, se destacou pelo discurso em favor dos princípios básicos em prol da dignidade humana.
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Dizia ele que o que mais o incomodava era o ‘silêncio dos bons’. Para ele, essa deliberada omissão permitia o discurso contrário. Ou seja, o ímpeto desses verdadeiros predadores sociais. Até quando?
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*Ivon Carrico é pelotense, mora em Brasília, atuando na administração há quase 50 anos. Atuou na ANVISA e na Presidência da República. Brasília – 03/02/2026











