ARTIGO – A POESIA MORREU NO BAR! – Podcast

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A POESIA MORREU NO BAR!

Por Clayton Rocha

(No Bar do “seu” Costinha, esta tarde, lá no Barro Duro).

MANUEL CAVALHEIRO, O MAIRO!
63 anos de jornadas múltiplas.

Ele sofreu um mal súbito, esta tarde, no Bar do Costinha lá do Barro Duro. O nome dele? Manuel Cavalheiro! O apelido dele? Mairo, simplesmente Mairo! Filho do inesquecível “seu” Ernâni Cavalheiro, do DIÁRIO POPULAR, Mairo começou aos 13 anos de idade lá no DP na condição de revisor. Depois percorreu o Brasil inteiro e boa parte do mundo. Morou dois anos em Praga, também no Acre, trabalhou no Correio Braziliense, no Estado de São Paulo, e agora estava lá no IFSUL. O Poeta saiu de cena numa tarde identificada pela chuva e depois pelo sol lá no Barro Duro dos seus encantos.

Viveu durante sessenta e três anos a plenitude de seus textos e de toda a sua poesia. E escreveu sobre um vulto admirável e inesquecível: o Doutor Francisco Ribeiro da Silva, médico o tempo todo e comentarista do 13 Horas nas horas vagas. Quem não se lembra da obra do Mairo? Francisco Ribeiro da Silva, o homem que curava brincando!

Pois Deogar Soares diria agora ao filho do “seu” Ernâni Cavalheiro: – Vai lá Poeta! Vai lá antes que te faltem forças. Te liberta desse teu corpo físico e aposta na libertação do pensamento. Vai até aquela barranca do Barro Duro bem junto às águas! Vai lá e inicia na mais completa paz de espírito esse teu Voo Livre! Vai lá e fica em silêncio! Pois no fim do silêncio está a resposta. No fim dos nossos dias está a noite. No fim da nossa vida, um novo início.

(Clayton Rocha, 25 de junho de 2020).

Podcast – Clayton Rocha sobre a morte de Mairo Cavalheiro